
O nascimento
Nasce em São Paulo, filho de cantores líricos italianos que vieram para uma temporada de ópera – e ficaram.
A esgrima educou a nobreza europeia por quinhentos anos – Descartes, Churchill e Napoleão passaram pela sala de armas. Em São Paulo, essa linhagem tem endereço e tem nome: a salle do mestre Roberto Lazzarini, atleta de duas Olimpíadas e membro do Hall da Fama da esgrima brasileira.
Nenhum outro esporte carrega linhagem tão longa – nem tão nobre.
A esgrima nasceu da guerra, foi lapidada pelas cortes da Itália e da França, disciplinada pelos mestres d'armas e consagrada pelo olimpismo – é um dos pouquíssimos esportes presentes em todas as edições dos Jogos Olímpicos da era moderna.
Por séculos, a educação de um homem de comando não se completava sem a sala de armas. Descartes, Voltaire, Napoleão, Washington e Churchill cruzaram lâminas; hoje, a neurociência confirma o que as cortes intuíam – a esgrima treina, no corpo, as funções executivas que a vida cobra do caráter: decisão sob pressão, controle do impulso, leitura do adversário.
É por isso que a chamam, há mais de um século, de xadrez em alta velocidade.
São Paulo, 1974. Um menino de doze anos, filho de cantores líricos italianos, assiste a um combate de esgrima no Circolo Italiano. O Mestre Angelo Pio Buonafina o convida a subir na pista. Ele nunca mais desceu.

Nasce em São Paulo, filho de cantores líricos italianos que vieram para uma temporada de ópera – e ficaram.

Aos doze anos, o Mestre Buonafina o convida a subir na pista do Circolo Italiano. Ele nunca mais desceu.

Campeão brasileiro infantil, dois anos após empunhar a arma pela primeira vez.

Topo do ranking de florete por onze anos – e onze vezes o de espada. Duas armas, um dono.

Melhor esgrimista do país pelo COB por três anos seguidos – e ainda em 1992 e 1996.

A primeira Olimpíada, na espada, vestindo o Brasil.

A segunda Olimpíada, no florete e na espada. Quinze medalhas sul-americanas entre 1982 e 2002.

Preside a Federação Paulista de Esgrima e funda a primeira sala pública de esgrima do estado.

Campeão brasileiro adulto contra atletas que poderiam ser seus alunos. E eram.

Mestre de Florete pela FIE, em Budapeste. Seus atletas treinam na Itália, na França e nos Estados Unidos.

Hall da Fama da esgrima brasileira – e a fundação da Lazzarini Academy.
Roberto Lazzarini é um ícone da esgrima brasileira. Um dos atletas mais premiados da história – formou uma geração que hoje disputa competições internacionais.
Representante do Brasil em Seul e Barcelona, vinte vezes campeão brasileiro e três vezes campeão sul-americano, forma as categorias de base desde os anos 1980.
Esgrimista brasileiro de espada e florete, competiu nos Jogos de 1988 e 1992 – registrado nos anais olímpicos ao lado dos maiores nomes da arte.
Treinou campeões do sub-15 ao adulto; atletas de sua lapidação integram a seleção brasileira e disputam vagas olímpicas.
A esgrima é, entre os esportes de combate, o de iniciação mais segura – a arma é um instrumento de toque, não de impacto. Cada idade encontra o seu caminho, sob o método clássico das salas de armas europeias e a condução pessoal do mestre.

Antes de formar atletas, a esgrima forma pessoas. Na pista, a criança aprende o que nenhuma tela ensina: esperar o momento certo, decidir sozinha, perder um ponto sem se perder, cumprimentar o adversário. Cada assalto é uma aula de foco e respeito – disfarçada de duelo de cavaleiros.
O único combate em que um principiante de cinquenta anos disputa, em poucos meses, assaltos verdadeiros. Sem impacto, com estratégia: exercício completo para o corpo e um raro estado de concentração absoluta para a mente – três minutos em que só existe o presente.
O que o executivo busca em dez ferramentas dispersas, a pista entrega em uma: decisão sob pressão em frações de segundo, gestão de risco pela distância, leitura do adversário, recuperação imediata após o revés – e a solidão de quem não tem a quem delegar.
Mentoria de alta performance conduzida pessoalmente pelo mestre. Não é aula de esgrima com verniz corporativo: é uma formação em três disciplinas – filosofia, história e a técnica milenar das armas – em que a pista é o laboratório e a vida executiva, o campo de prova.
Os princípios que a esgrima lapidou em quinhentos anos, estudados como escola de caráter: a prontidão, a medida do risco, o tempo da oportunidade, a honra de reconhecer o toque.
Do Egito às cortes de Luís XIV, dos tratados renascentistas ao olimpismo: a linhagem que fez da esgrima a educação das elites de todas as eras – e o que ela ensina a quem lidera hoje.
O coração do programa: a lição individual com o mestre, lâmina contra lâmina – a forma mais pura de prática deliberada que a ciência conhece. Da guarda ao assalto completo.
O programa recebe executivos sem qualquer experiência prévia. Grupos intencionalmente pequenos, horários compatíveis com a agenda de quem comanda e a convivência entre pares que só as salas de armas proporcionam desde as cortes europeias.
Todo assalto começa com três comandos do árbitro. O seu começa com uma visita à sala de armas – qualquer idade, nenhuma experiência prévia. O mestre o recebe, apresenta a arma, e a pista faz o resto.
O mestre e sua turmaNa pista não há subordinado a quem delegar, relatório atrás do qual se esconder, reunião que adie a decisão. Há apenas você, o adversário e a verdade do toque. Roberto Lazzarini · Mestre d'Armas
Hall da Fama da Esgrima Brasileira